Segurança, modalidades, boulder, normas europeias e manutenção — tudo o que precisa de saber antes de decidir a estrutura certa para o seu espaço.
A escalada só se torna um desporto perigoso se não forem utilizados os equipamentos específicos associados a cada modalidade. A perigosidade está muito relacionada com o tipo de modalidade praticada — na escalada artificial esse risco é diminuto se cumpridas todas as regras de segurança.
Não existe uma idade mínima e máxima para a prática da escalada — depende muito da capacidade física e maturidade de cada escalador. Existem estruturas e modalidades adequadas a diferentes faixas etárias.
A escalada é um desporto bastante interessante e desafiante: aumenta a força, a concentração, a resistência física e a flexibilidade, e tonifica o corpo de forma natural. É também um desporto divertido, que ajuda os utilizadores a superarem-se dia após dia e ajuda a diminuir o stress do dia a dia.
O mais importante é saber qual a faixa etária dos utilizadores. Depois deve decidir que tipo de segurança e quantos monitores vai precisar, pois pode ter de adquirir equipamentos de proteção individual para a utilização da parede.
Pela nossa experiência, o ideal é optar por uma parede tipo Boulder (inferior a 4,5 metros de altura). Nestas idades a escalada é feita maioritariamente por progressão horizontal. Sugerimos um boulder ou uma equipagem direta com cerca de 3 metros de altura e cerca de 6 metros de comprimento.
Realizada numa única via, com a corda a partir da base a passar pelos pontos de segurança intermédios à medida que o escalador progride. Equipamento indispensável: capacete, arnês, corda, mosquetão, express e grigri.
Realizada com a corda previamente colocada a passar no topo da via, em oposição à escalada "a abrir". Equipamento utilizado: capacete, arnês, mosquetões, corda e grigri.
Tem tipicamente baixa altura (até cerca de 4,5 m em contexto desportivo). O desafio é solucionar os problemas criados pelas presas e pela própria parede, sem recorrer a EPI além de um piso de absorção de impacto. É uma excelente forma de os iniciantes aprenderem técnicas básicas de escalada.
O "segurança corporal" é uma forma de proteção muito utilizada no bouldering com os mais pequenos: enquanto o escalador progride na parede, uma pessoa acompanha-o para o ajudar a cair em pé sobre o crash pad, já que uma queda mal amparada pode causar lesão mesmo em cima do colchão. Material utilizado: crash-pad (colchão de queda), pés de gato e magnésio.
Para soluções de boulder urbano e escolar (2D e 3D) em HDPE, veja a marca dedicada: BouldUn — boulder urbano e escolar.
Uma parede de escalada indoor pode ser utilizada durante todo o ano, pois a sua utilização não depende de condições meteorológicas.
Uma parede de escalada outdoor fica sujeita às intempéries, o que pode reduzir a sua utilização. As paredes outdoor são normalmente produzidas em fibra de vidro, areadas e pintadas.
As paredes de escalada têm de suportar cargas fortes — é mais fácil com 5 m de altura do que com, por exemplo, 12 m — mas temos sempre de garantir os autoseguros, as reuniões e a possibilidade de reparar as vias.
É por isso que, com exceção de suporte em betão, é necessária uma estrutura e uma caixa técnica com pelo menos 50 cm de profundidade.
As paredes de escalada móveis são normalmente adquiridas por empresas que realizam eventos desportivos em diferentes locais e ocasiões.
Uma equipagem direta é uma solução mais económica para progressão vertical ou horizontal em paredes ou muros de betão. É definida uma matriz de furação na parede ou muro, todos os furos recebem buchas de inox e são depois colocadas cerca de 4 presas por m².
Os Boulders de Escalada não requerem sistemas de segurança no topo, uma vez que a sua altura é limitada. É, no entanto, obrigatório prever um piso com capacidade de absorção de impacto, em conformidade com a altura de queda crítica da estrutura.
Para projetos em espaço público ou escolar, a instalação deve ser sempre validada por um técnico responsável.
A BouldUn é a marca dedicada a soluções de boulder urbano e escolar, pensadas para escolas, municípios e espaços públicos, com sistemas modulares (2D e 3D) e foco em durabilidade e manutenção reduzida.
Em contexto de recreio e espaço público, o enquadramento depende do tipo de instalação e da zona de queda. Em muitos projetos aplica-se a abordagem de segurança de equipamentos de recreio (EN 1176-1) e a norma de superfícies de impacto (EN 1177). Em Portugal, os equipamentos de jogo e recreio em espaço público estão ainda enquadrados pelo DL 203/2015.
Para projetos específicos, recomendamos validação técnica do local e definição correta da zona de impacto.
Para este tipo de estruturas não são obrigatórios equipamentos de proteção individual — é apenas obrigatório ter um piso de absorção de impacto, como crash-pad, colchões, relva, relva sintética, placas de SBR / in-situ ou areia. A espessura do piso depende sempre da altura da estrutura adquirida.
As paredes de escalada artificiais devem seguir normas de segurança europeias, que asseguram a estabilidade da estrutura, a qualidade dos materiais e a segurança dos sistemas de ancoragem e proteção.
Em Portugal e na Europa, as normas de referência são a EN 12572-1, a EN 12572-2 e a EN 12572-3, que regulam diferentes aspetos da conceção destas estruturas.
Requisitos de segurança e métodos de ensaio para estruturas de escalada com pontos de proteção: resistência da estrutura, qualidade dos materiais (placas, resinas, etc.), fixação e ancoragem de presas e suportes, e distância entre pontos de ancoragem para reduzir quedas perigosas.
Foca as estruturas de boulder (escalada sem corda), mais baixas e pensadas para quedas seguras: altura máxima, espaço livre ao redor da parede, e espessura e qualidade do piso de absorção de impacto.
Requisitos de segurança e métodos de ensaio para as presas de escalada — resistência, fixação e dimensões. As presas conformes a esta norma são as únicas que podem ser descritas como "certificadas": é o componente, não a parede, que tem certificação de fábrica.
Para parques infantis aplica-se ainda a EN 1176-1, e para pisos de segurança a EN 1177 — ambas detalhadas nas perguntas sobre boulder urbano e escolar.
Fabricamos as nossas estruturas conforme as normas europeias aplicáveis (EN 12572, EN 1176-1, consoante o contexto). Mas é a instalação — não a estrutura em fábrica — que tem de ser certificada, porque cada espaço é diferente e essa avaliação só faz sentido feita no local definitivo.
Depois de instalada, a estrutura deve ser validada por uma entidade acreditada, independente do fabricante e do proprietário, para confirmar que a instalação cumpre os requisitos de segurança aplicáveis: resistência dos materiais, cálculo estrutural, implantação no espaço e piso de absorção de impacto.
Recorrer a uma entidade independente é uma garantia, para todas as partes, de que à data da instalação todos os requisitos de segurança estavam assegurados.
A instalação deve ser inspecionada regularmente para garantir que os elementos estruturais, os pontos de ancoragem, as presas, os EPI e, no caso dos boulders, o estado dos colchões, se mantêm em conformidade com a norma aplicável.
A legislação nacional aponta a necessidade de efetuar e manter registo das manutenções realizadas. A melhor forma de garantir a segurança de todos é assegurar uma manutenção competente, fiscalizada por entidade credenciada para o efeito.
Em resumo: fabricamos conforme as normas europeias (EN 12572); a instalação, essa sim, é certificada individualmente por entidade acreditada, porque cada espaço é diferente.
Antes de iniciar a utilização de uma parede de escalada, existe a obrigação de a examinar visualmente: identificar defeitos óbvios e fontes de perigo do lado frontal da parede, facilmente visíveis a partir do solo, sem uso de meios de elevação.
Esta operação deve ser realizada pelo proprietário ou responsável do equipamento antes de cada utilização da Estrutura Artificial de Escalada. Caso se verifiquem anomalias, deve impedir-se a sua utilização e agendar uma manutenção, de forma a evitar possíveis acidentes.
Este tipo de manutenção ocorre, na maioria dos casos, quando o proprietário ou responsável do equipamento deteta uma anomalia durante o exame visual de rotina. É importante, no entanto, programar manutenções regulares, especialmente quando a estrutura tem uma utilização mais intensiva ou está exposta a condições adversas — como acontece nos rocódromos e paredes de escalada públicas.
O serviço de manutenção a equipamentos desportivos — como parques aventura, circuitos de arborismo e estruturas artificiais de escalada — deve ser realizado pelo menos uma vez por ano.
Sempre que seja detetada não conformidade, é enviado, junto com o relatório de manutenção, o orçamento para retificação. A segurança deste tipo de equipamentos é fundamental para o sucesso dos nossos clientes, e ninguém melhor que o próprio fabricante para efetuar essa manutenção.
Não se sinta responsável por um acidente — contacte os nossos serviços comerciais para mais informações.
Fale com a nossa equipa técnica — respondemos a perguntas sobre o seu espaço, o contexto de utilização e as normas aplicáveis.